Peopleware - Precisamos de menos máquinas e de mais humanidade

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por

Nuno Figueiredo

10 de nov de 2020

· 2 min de leitura

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Peopleware
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Com esta frase, Charles Chaplin resumiu com simplicidade que não bastam máquinas para fazer uma revolução industrial. As pessoas continuam necessárias. Se a idéia era forte no contexto industrial, o que dizer quando os softwares têm a pretensão de substituir nossos cérebros, como as máquinas já tentaram, sem sucesso, substituir nervos e músculos?

Trabalhamos, como você sabe, com softwares de logística. E como sempre insistimos, o sucesso de nossos softwares (e de qualquer outro) passa sempre pela adequação de bits e bytes com corações e mentes.

Os softwares são ferramentas de apoio ao peopleware. Esse é um lema que discutimos à exaustão porque sabemos que nenhum bom software, por mais bem intencionada que esteja a diretoria da empresa ao implantá-lo, traz resultados sem sua integração plena com o peopleware.

Quanto mais ambicioso e inovador for o projeto, mais necessário é o prévio engajamento de todos os envolvidos. Quanto mais ampla a participação de todas as partes da empresa, melhores os resultados.

Sugerimos sempre que se pense na condução de uma orquestra, em que a partitura seja o software e o talento, a dedicação e a determinação das pessoas envolvidas se configure no peopleware. A boa música só surgirá com a dedicação do peopleware.

Na prática, a vinculação do peopleware com o software se dá através de treinamento, acompanhamento e revisões constantes. Muita conversa, muita emoção, muito estímulo ao risco, às tentativas e respeito aos erros e, principalmente, tornar explícito o apoio da direção da empresa.

As máquinas não substituíram os homens. Os softwares não substituirão nossos cérebros. Mas continuamos a usar bem as máquinas com o emprego cada vez mais crescente de softwares. Sejam elas robôs, caminhões que circulam pelas nossas estradas ou aparelhos cirúrgicos.

E só agregaremos vantagens competitivas aos nossos negócios se soubermos integrar nossos softwares ao nosso peopleware.

Termino parafraseando Chaplin: “Não basta a tecnologia, precisamos de gente que agregue valor no uso da mesma.”

 

Nuno Figueiredo

Engenheiro Eletrônico formado pela Mauá, MBA em Gestão Empresarial pela FGV, é um dos fundadores da Signa, onde atua desde 95. Entre outros defeitos, jogou rúgbi na faculdade, pratica boxe e torce pelo Palmeiras.

Foto: Os Tempos Modernos. Dir Charles Chaplin, 1936

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Ultimos comentários

Hélio

Com certeza! Ótimo texto!