Portal da Intermodalidade do Governo Federal mostra a importância de um sistema de transportes integrado

Portal traz conteúdos especiais e entrevistas com especialistas do setor para esclarecer as vantagens e os desafios da conectividade entre os modais de transporte para o país

Portal traz conteúdos especiais e entrevistas com especialistas do setor para esclarecer as vantagens e os desafios da conectividade entre os modais de transporte para o país

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil acaba de lançar o Portal da Intermodalidade.

Com a proposta de esclarecer de forma simples o que significa o conceito da intermodalidade, o objetivo é também explicar como funciona a matriz de transportes no Brasil.

Dirigido a especialistas do setor, associações e entidades representativas, empresários, estudantes e sociedade de forma geral, o site aborda nuances da conectividade no sistema de transportes, além de mostrar a importância de uma rede eficiente como fator de competitividade do país no plano internacional, como também o impacto que provoca na vida do cidadão.

São apresentados os principais temas relacionados à intermodalidade, descritas suas vantagens para produtores, consumidores e para a economia nacional, e relatados os entraves que o Brasil possui que ainda impedem que este modelo seja alavancado.

Entrevistas com alguns dos maiores nomes do setor explicam como funciona a intermodalidade no Brasil e no mundo, aclarando conceitos como “custo-logístico”, além de demonstrar como os preços dos transportes produzem impactos na vida da população. São mostrados os modais mais baratos, assim como os mais rápidos e menos poluentes.

Fartamente enriquecido com infográficos, o site possui também vídeos curtos que buscam ilustrar peças importantes da intermodalidade, como os corredores logísticos estratégicos. São exibidos vídeos de dois dos produtos mais importantes na balança comercial brasileira: a soja e a cana-de-açúcar, levando o internauta a acompanhar o escoamento da produção de soja do Centro-Oeste brasileiro para exportação ou ainda os caminhos da cana e sua distribuição no mercado doméstico.

MAPAS

O Portal apresenta os corredores logísticos estratégicos que identificam os caminhos usados pelo transporte de cargas para exportação e consumo interno no país.

Três produtos são identificados nessa primeira versão: os complexos de soja e milho, de minério de ferro e veículos automotores. Para navegar pelos corredores, o internauta escolhe o produto listado, seleciona o tipo de mercado que deseja conhecer (externo ou interno) e aponta os corredores para visualizar as rotas no mapa, que podem ser separadas por região.

O mapa é interativo, e por ele é possível identificar as rodovias, hidrovias, ferrovias e portos dos corredores selecionados com as principais informações sobre cada um deles.

Valter Casimiro, atual ministro dos Transportes, explica a importância do Portal da Intermodalidade: “O Brasil é o maior exportador de alimentos do mundo. E para tornarmos os nossos produtos ainda mais competitivos no mercado externo, precisamos de um sistema de transportes totalmente integrado, que conecte nossas rodovias com as ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Esse modelo é essencial para o escoamento dos produtos e, consequentemente, para a geração de emprego e renda, e para o desenvolvimento do nosso país”.

CONTRASTES

Pelos dados do Portal já se pode verificar onde está um dos grandes desafios da Intermobilidade: na forte concentração do transporte de cargas por via rodoviária, fato que ficou claro para os brasileiros durante a recente greve dos caminhoneiros.

Enquanto o Brasil tem 65% de sua matriz de transportes concentrada no setor rodoviário, contra apenas 15% no setor de trilhos e 11% em Cabotagem, além de 5% em hidrovias, a distribuição intermodal de outras partes do mundo é bem mais equilibrada.

Os Estados Unidos têm foco maior no transporte ferroviário (37%), seguido por rodoviário (31%).

A China já equilibra a matriz entre transporte rodoviário (32%) e cabotagem (31%), com 35% da matriz de transporte de carga distribuída entre ferrovias e hidrovias.

A Rússia tem disparado o maior modo ferroviário, com 81%.

Já a União Europeia distribui sua matriz principal entre os modos rodoviário (45%) e Cabotagem (37%).

Como o Brasil transporta Como o mundo transporta

Foto: Freepik

Fonte: Diário do Transporte

 

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